Mumificação
À espera da alma

Apesar de terem sido encontradas em diversas partes do mundo - como América do Sul, China e até Groelândia advindas de diversas civilizações, os exemplares egípcios são mesmo os mais relevantes, despertando mais atenção de pesquisadores e estudiosos. Uma múmia nada mais é do que o corpo de uma pessoa - ou de um animal - que foi preservado após a morte. Normalmente, quando um ser morre, bactérias e outros microrganismos se encarregam de devorar o coгрo até o ponto de não restar nada além de ossos.
Como as bactérias precisam de água para sobreviver, a mumificação protege o corpo e impede a ação dos microrganismos. A preservação pode ser tão eficaz que é possível dizer, até séculos depois, como uma pessoa foi quando era viva, quais os traços do seu rosto, em que estado estava o seu corpo na ocasião da morte.
A preservação

Os preparativos para a mumificação de um corpo eram exaustivos e minuciosos. Do início ao fim, o processo levava até 70 dias e erros não eram permitidos sob pena de macular o objetivo de alcançar a vida eterna, fadando-o ao fracasso.
Os faraós, que, segundo se acreditava, virariam deuses depois da morte, eram os que mereciam os enterros mais magníficos, mas oficiais de alta patente, religiosos e nobres também recebiam considerações especiais e podiam ser mumificados.
História e Ciência

Os egiptólogos - especialistas na civilização egípcia - ignoraram o hábito de se mumificar os animais durante muito tempo. Um século atrás, no entanto, um mundo novo se desvelou aos olhos dos estudiosos. Uma equipe do Museu do Cairo, na atual capital do Egito, começou a desenrolar identificar um conjunto de múmias que lá havia. Tudo indica que os animais mumificados eram usados como oferenda aos deuses. E eles eram colocados na tumba para que pudessem ser vistos identificados como um presente. Os estudos feitos revelaram as mais variadas espécies animais mumificadas.
As mais comuns são as de animais domésticos, como gatos, cachorros e até vacas e ovelhas. Mas também já se encontraram falcões, crocodilos, peixes, escorpiões e cobras mumificadas. Um dos exemplares mais curiosos encontrados até hoje pelos pesquisadores são ovos de pássaros e répteis.
Uma pena...
Por volta do século IV da era cristã, muitos egípcios já haviam se convertido ao cristianismo e não mais acreditavam na teoria de que a mumificação era a garantia da vida após a morte. Com isso, calcula-se que, aos poucos, eles foram deixando de lado a ARTE e a Ciência de criar múmias. Infelizmente, a maioria das tumbas do Egito Antigo foi arrombada por vândalos e saqueadores interessados em roubar os tesouros contidos dentro delas. caçadores de riqueza e fama continuam violando as tumbas em busca de souvenirs e descobertas arqueológicas.
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